Faltam-me estórias
Sinto que estou a escrever pior...mal.
Não que ouse dizer que algum dia escrevi bem, mas certamente escrevi bem melhor.
Vivo com a sensação de que a vida que hoje vivo, o dia de hoje, me rouba as palavras de certa forma. Fica pouco por dizer...
Esta coisa de dominar um certo vocabulário, tempos verbais e saber articular palavras, não é nada se as mesmas não tiverem conteúdo que as sustente, se não disserem coisas reais ou de sonhar, se não se encadearem.
Um dicionário pode ser interessante para se consultar e conhecer palavras, mas individualmente, uma de cada vez. Não nos agarra no sentido de ficarmos ansiosos por lhe conhecer o fim. Não há um fim. O fim pode muito bem ser o princípio, se a palavra cujo significado buscamos estiver em último lugar da lista. Não há uma continuidade que nos faça lê-lo da primeira à última página, sem saltar ou voltar atrás.
E nessa medida, sinto-me de certa forma um dicionário. Há dicionários maiores e menores. O meu tem uma certa quantidade de palavras, não sei precisar se muitas ou poucas, mas as suficientes para me esquecer de algumas esporadicamente. Mas como todos os outros, o meu pode ser lido a partir do meio, do fim, do início...a página um faz o mesmo sentido antes da dois, que faria entre a treze e a vinte e três. Só seria mais dificil encontrar as palavras que procuramos, se deixasse de estar por ordem alfabética. Mas na verdade o significado de cada uma delas permaneceria intacto.
E portanto, é isso mesmo que os dicionários fazem; contam significados de coisas. Mas não contam estórias. E acho que é isso que neste momento não tenho para contar.
Se calhar é isso; faltam-me estórias.
Faltam-me, pelo menos, estórias interessantes para contar.
1 comentários:
Afinal o mal continua.. Não tens nada para escrever! Vê só!
Não conhecia o teu blog e ao que parece sabes muito mais do que tocar bateria. (Sem ofensa) Quem é artista, é-o e pronto. Parabéns.
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